segunda-feira, 1 de maio de 2023

Paginas da vida...

Acho que toda mulher da minha geração, quando menina, foi mergulhada dentro do universo da Disney, que nos faz praticamente uma lavagem cerebral, nos fazendo acreditar que só vamos ter o nosso "felizes para sempre" quando encontrarmos nosso príncipe encantado.

É, eu podia estar desabafando isso numa sessão de terapia, mas enquanto a Manoela dorme lindamente, eu estou aqui escrevendo pois me faz e sempre me fez um bem tremendo.

Voltando ao assunto, eu me acho prova disso. Quando cheguei na idade em que a sociedade espera que você se torne mulher, ou seja, chegue às vias de fato, na minha fantasia, eu teria uma primeira relação digna de cinema, com todo o carinho, atenção e respeito com o cara que provavelmente eu viveria o resto da minha vida.

É. Hoje olho pra trás e vejo como minha vida tomou rumos completamente inesperados em relação às minhas inocentes expectativas.

A perda da minha virgindade foi praticamente um estupro (falo "praticamente" pra que dentro da minha cabeça eu tente amenizar esse trauma). Forçado, sem clima, ser o menor respeito e com um cara nada a ver que se eu encontrar na rua hoje, passo batido porque o trauma foi tão grande que meu cérebro simplesmente apagou os traços do cara do meu HD. Não é que eu não lembre de quem é não, tá, sei o nome, quem é o pai dele e tudo, não foi o primeiro que apareceu na frente na balada. Mas é alguém sem a menor importância na minha vida.

Beleza, primeira expectativa infantil destruída com sucesso. Mas vamos lá porque a vida ainda tem muito pra me oferecer, né? Eu achava.

Reencontrei um moço que saía com o mesmo grupo que eu na época do colégio, ele confessou que desde então era gamadão em mim, num primeiro momento o achei um grude de chato e não quis nada com ele. Aí a vida tratou de me dar uns tapas, ele reapareceu e a química magicamente rolou. Eu já tinha programado tudo: teríamos dois filhos, o João e a Alice, nos casariamos com 24 e teríamos o primeiro filho com 26-27, porque minha mãe me teve com 29 e a vida inteira falei que ela me teve "velha". Namoramos 4 lindos e felizes anos e olha, essa parte até vai parecer dos contos da Disney mesmo. Até que um certo dia, a bruxa da mãe dele, de uma hora pra outra virou a casaca e o colocou contra mim. Começamos a namorar com 18 anos, então eu havia sido a unica mulher com quem ele esteve na vida até então. A mãe dele achou que ele devia conhecer o mundo e se aventurar ao invés de casar com a mocinha (machista ela, será?), meu tapete foi puxado, e de novo, lá se foi meu sonho de casar na igreja, de véu e grinalda, e de ter um casal de filhos com meu primeiro amor. Segunda expectativa da infância destruída.

Ainda restava um sonho: o de ser mãe. Um tempo depois conheci outro cara, temos vivido um relacionamento pesado, sabe quando parece que você viveu 60 anos em 6? Pois é. Muito esforço de um lado, pouco esforço do outro, aquela balança fora de equilíbrio onde apenas um lado fica tentando ver o que pode mudar pra tentar alcançar o equilíbrio novamente. Alguém já conseguiu equilibrar uma balança dessa maneira? É, eu, a louca desesperada pra viver uma história de amor com filhos e tudo mais tenho tentado fazer isso ao longo de 6 anos. Mas acho que cheguei no meu limite emocional.

Então cá estou eu, com meu terceiro sonho despedaçado, impedida por mim mesma de viver com minha filha e o pai dela pra sempre porque isso é praticamente impossível. Deus sabe como eu tentei. Ele é um bom homem, de coração imenso, não mede esforços pra fazer as minhas vontades e eu ainda o amo, mas há algo que tem nos afastado: o álcool. Expliquei diversas e diversas vezes, instiguei-o pra que praticasse o autoquestionamenro, convidei-o a fazer terapia para superar seus traumas, perdoar seus ancestrais que tanto mal lhe fizeram, mas não está dando. Ele é uma pessoa doente e eu demorei tempo demais pra perceber, e quando percebi, demorei tempo demais pra aceitar. Isso faz parte do processo. O problema é que ele também se recusa a aceitar e procurar tratamento adequado. O nome "alcoolismo" lhe soa pejorativo, como se a doença fosse sinônimo de um furinho no seu escudo de proteção. E aí, qual o resultado disso? Quem tá adoecendo SOU EU. COMO eu vou adoecer e criar uma criança, dar educação, princípios de moral e ética, ensinar o que é bom e ruim, o certo e o errado, se eu não estiver BEM?

Há alguns meses venho me testando e tentando provar pra mim mesma que eu e a Manoela vamos ficar melhor sozinhas, pois agora temos uma a outra. A verdade é eu tenho fé que se o cara lá de cima tem algum plano de resgate pra mim, ele começou a partir do momento que esse ser de luz foi plantado dentro do meu útero. Hoje eu não vivo só por mim, eu vivo por ela, eu trabalho por ela, eu quero ser melhor por ela, eu quero fazer o bem por ela, porque ela é o meu maior legado! É como se a minha chave, de repente, tivesse virado: se algum dia eu aceitei ser mal tratada, humilhada, desprezada e diminuída por uma pessoa tão miserável a ponto de ter desistido de si próprio, hoje eu não posso mais aceitar, porque a criança, primordialmente, aprende pelo exemplo. Se eu aceitar ser mal tratada, que exemplo estarei dando pra ela? Como vou dizer a ela daqui a alguns anos que ela não pode aceitar menos do que merece, se ela não entender que merece O MELHOR, se ela não viu a mãe recebendo O MELHOR? COMO, MEU DEUS?

Aí eu me pergunto: onde foi que EU me abandonei? Onde foi que desisti de mim mesma? Porque eu reconheço, eu encho a boca pra falar que meu futuro ex companheiro desistiu de si mesmo quando sucumbiu ao vício do álcool, mas e eu? Quando foi que eu desisti de mim mesma? Porque eu aceitei menos do que eu mereço? E francamente, eu não sei responder a essa pergunta. É como se, em algum momento, eu simplesmente tivesse largado o controle da minha vida no piloto automático e só assistisse da plateia o caos se instaurando. Não me sinto eu. Isso é louco demais.

E dói, dói na alma reconhecer e admitir tudo isso, porque é lutar contra eu mesma. Contra o meu eu que não quer sair da zona de conforto porque tem medo do que vai encontrar quando abrir a porta. Ou do que vai deixar quando fechar. Pela terceira vez, todas as expectativas, sonhos, planos pro futuro, ter mais filhos, uma casa maior, com cachorros, um carro mais novo, com o cara que um dia era meu sonho, e hoje parece que se tornou meu pesadelo. Dói nos ossos, dói em cada célula, cada vez que eu penso, e exponencialmente mais quando verbalizo em voz alta, não tem como segurar as lágrimas. Mas hoje assisti um vídeo que me tocou profundamente, era com um poema, que repetia como um mantra "vai, e abre a porta", independente do que fosse pra ser encontrado lá fora. E nada mais é do que isso. 

Eu aceito a minha dor, e vou deixar doer pelo tempo que for. Eu aceito e permito cada lágrima, e que com ela aos poucos eu me liberte dessa prisão sem grades que eu construí pra mim mesma. Mas sei que, na verdade, hoje não sou mais eu que choro: quem chora é a minha criança interior frustrada porque teve seus sonhos, expectativas e projetos de vida roubados, porque alguém tomou seus rascunhos e resolveu por conta própria escrever outro roteiro pra história dela. Então agora ela simplesmente está fazendo birra, batendo os pés no chão, atirando longe seus brinquedos porque está tendo dificuldades em aceitar que, pela terceira vez, a vida não tomou os rumos que lá na sua juventude foram carinhosamente planejados.

Ah, mas vão dizer "a vida é assim mesmo, o autor dessa história não somos nós, é Deus", concordo em partes. Sei que antes de virmos a esse mundo assinamos uma espécie de contrato, onde NÓS escolhemos, por diversas razões, o que enfrentaremos nesse plano. Somos agraciados com o véu do esquecimento, e começamos uma história do zero. Pode ser que em uma outra vida, eu tenha tido a chance de viver minha história do jeito que eu queria, e não soube aproveitar, então essa chance hoje está me sendo vetada. Então eu aceito, eu agradeço, eu perdoo a mim e aos demais e acolho minha criança interior, pra que ela também possa aceitar. 

Pois não é porque as coisas não são do jeito que esperamos que são em tudo ruins. Eu tenho uma filha linda! Uma boneca, um ser de luz, um anjinho, que é puro amor em tudo o que faz. Eu tenho um bom trabalho, que muitas pessoas gostariam de ter, onde posso estar 24h por dia ao lado da minha filha, vendo evoluir em cada etapa, cada riso, cada novo dente que nasce. Tenho pais que me amam infinitamente e que movem céus e terras pra me ver bem (e me fazem até "lanchinho" pro "recreio" das aulas do mestrado, como faziam na época da escola). Tenho uma cama quentinha, roupas, cobertas, duas gatas que eu amo de paixão, um bom carro. Eu tenho tanto! E com lágrimas nos olhos que eu me pergunto: será mesmo que minha vida deu tão errado como eu pensava? Ou ela só não se desenrolou como eu esperava e frustrou minhas expectativas? O que é dar certo e o que é dar errado? 

Muitas páginas da minha vida já foram escritas... Mas tenho mais um livro todinho pela frente para rabiscar da maneira que eu quiser. Hoje vou dormir sozinha (com minha filha) novamente e triste por não ter o que eu queria, mas com o coração grato a Deus por ter o que eu preciso. É, isso me basta.

terça-feira, 2 de agosto de 2022

Buscando minha nova identidade...

Depois de mais de 10 anos da primeira postagem desse blog, nunca imaginei que chegaria a hora de escrever sobre isso. Por aqui já passaram diversas versões minhas: a Amanda acadêmica, a Amanda apaixonada, a Amanda rejeitada, a Amanda livre, leve e solta, a Amanda conselheira, a Amanda centrada, a Amanda distraída, e hoje apresento a vocês a Amanda mãe.


É engraçado olhar pra trás e avaliar todo esse processo incrivelmente transformador que trouxe minha filha pros meus braços. Na verdade, ele começou lá na metade de outubro/2021 com o teste de gravidez positivo, acho que foi lá que eu nasci como mãe, meio desajeitada, mas já era mãe. Um misto de euforia, por poder ser agraciada com a benção de gerar uma vida, e, ao mesmo tempo, a realização de um sonho pessoal, com medo, eram muitas as perguntas que passaram a me atormentar: seria a hora certa? Eu estava de fato preparada? 


Ao longo dos meses, enquanto Manoela crescia dentro de mim, crescia também a ansiedade e a expectativa sobre como seria a minha vida, a nossa vida, daqui pra frente, afinal de contas, um filho é um divisor de águas na vida de qualquer pessoa. Noites mal dormidas, roupas que não cabiam mais, hormônios à flor da pele, mobilidade reduzida, mas nada disso nunca importou. E num piscar de olhos, eis que chega o momento do nosso primeiro encontro: quatro dias no hospital, as primeiras 24h de indução com um total de zero avanços. A minha única certeza era que eu só sairia da maternidade com ela nos braços. Dei entrada por volta das 15h30 do dia 25/06/2022 e as 23h35 do dia 26 iniciaram a administração de ocitocina na veia. Quão poderoso é esse hormônio, meu Deus! Foram menos de 6h de trabalho de parto ativo, não tive tempo nem de monitorar as contrações. Por volta das 2h do dia 27, as contrações já estavam ritmadas, chuveiro, bola de Pilates, playlist de músicas "cantáveis", a dor se intensificando, cansaço, e um papai parceiro que não me deixou desistir em nenhum momento. Eu urrava de dor e pedia a Deus por mais de força, e ao mesmo tempo conversava com a Manoela, dizendo que o seu nascimento seria o nosso primeiro trabalho em equipe e eu precisava muito da ajuda dela, e pasmem, ela me ouviu. Por volta das 4h eu já estava com 9cm de dilatação, e dali pra frente me deixei levar por aquele ritual animalesco e primitivo que é o ato de parir. Manoela veio direto pros meus braços às 5h42 do dia 27 feito os primeiros raios de sol da manhã pra iluminar e dar mais sentido à minha vida. 


De uma coisa eu tenho certeza absoluta: eu não mudaria absolutamente nada na minha caminhada ao longo dos meus quase 29 anos só pra te ter na minha vida, filha.


Te amo.

Com amor, Mamãe.


quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

O bom filho a casa torna.

Caramba. Quase 7 anos que não passo por aqui.

E hoje, enfim, resolvi resgatar meu blog. Primeiro, porque precisava lembrar da minha essência, de quem eu sou. E segundo, porque a escrita sempre tem o poder de aliviar o peso sobre os meus ombros.

Devo confessar, não sou mais a mesma. Vivemos num livre arbítrio, nos é permitido toda e qualquer escolha. Mas de toda escolha vem uma consequência. E as consequências estão sendo pesadas demais.

Não posso dizer que sou infeliz, mas não é 100% do tempo que me sinto feliz. Parte do tempo sou infeliz sim, me sinto sozinha, talvez me arrependa por ter sido tão fraca e covarde em não saber dizer "não" quando deveria, e cá estou. É cansativo persistir em algo que não é bom 100% do tempo. O problema é que na parcela de tempo que está sendo bom, a gente esquece da parte ruim, só lembra quando ela vem e te dá outra pancada nas costas. Aí pesa, dói, fere, lacera, sangra. E cada ferida deixa uma cicatriz que sempre vai estar lá, que nunca vai se apagar. E toda vez que você olhar para aquela cicatriz vai se lembrar do que a causou e talvez vá doer um pouco de novo.


Sinto saudades de viver na minha "bolha", onde eu achava que todas as pessoas eram boas, eu não conseguia enxergar maldade nas atitudes dos outros, simplesmente porque eu achava que, em um mundo ideal, todas as outras pessoas viviam sob os mesmos princípios éticos e morais sob os quais eu fui criada e sigo vivendo. Mas a realidade é cruel. Tem gente que nunca viu o amor. E quando vê, não sabe como reagir. Faz tudo errado, tudo ao contrário. E aí mais machuca do que ama, de fato.


Espero que eu ainda possa vir aqui dizer o quanto estou feliz e realizada em todos os sentidos da minha vida, porque, honestamente, se eu dissesse isso agora, estaria mentindo.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Carta aberta à minha ex-melhor amiga.

Pode ser covardia da minha parte vir a demonstrar meus sentimentos, ao mesmo tempo, de forma pública e anônima. Queria te dizer, ou ter te dito isso antes. Tá entalado na garganta, sabe...

O dia em que te conheci era um dia comum. A primeira impressão que tive de ti foi boa, normal... Outra menina lutando para perseguir seus sonhos e encontrar seu lugarzinho ao sol. Mas eu sequer poderia imaginar a pessoa maravilhosa que se escondia por trás de uma expressão "carrancuda", brava, séria. Aos poucos, durante nossas viagens diárias, pude conhecer a menina meiga e cheia de sonhos escondida por trás da mulher que todos conhecem. Com aquele humor ácido matinal que me fazia rir muito... Com a certeza de que tudo daria certo, por mais desesperador que o momento pudesse parecer... Sempre disposta a ajudar tudo e todos, parecendo às vezes querer abraçar o mundo. Dona de um dos corações mais lindos que pude conhecer. Gentil, carinhosa, paciente, atenta, inteligente, brincalhona...
Nossas tardes divertidas fazendo trabalho, os almoços engraçados, quanto tu me arranjaste um pretendente que não deu muito certo, mas rendeu risadas e boas lembranças...

Mas daí a burra aqui tinha que ir lá e cagar com tudo.

Claro, por um lado foi imaturidade da minha parte sim, reagir daquela forma. Mas o pior não foi isso. O pior foi ficar chateada a ponto de fechar meu coração e te impedir de me trazer de volta. Fechei-me, isolei-me no meu mundinho. É, sou assim estranha. Eu precisava de um tempo pra mim, e por favor, entende: NÃO FOI POR TUA CAUSA!
Tens um coração tão puro e nobre que te faz acreditar na bondade das pessoas, aquela velha história de que "o homem é bom por natureza, a sociedade que o corrompe". E infelizmente, por conta de tudo isso, fomos afastadas...
Se soubesse como me magoa sentar perto de ti e não ter mais coisas bobas pra falar, rir, distrair... Me magoa porque eu errei, porque eu não quis assumir, porque eu não fui forte o suficiente pra enfrentar a mim mesma e te dizer tudo isso que venho guardando... Como me dói ler a linda dedicatória no livro que me deste no meu aniversário, querer te dizer que tudo aquilo continua recíproco... Mas sou covarde demais.

Então ficamos assim... Você seguiu sua vida e eu a minha. Só quero que sejas muito feliz. Do fundo do meu coração, porque tenho um carinho enorme por ti. E se um dia for pra acontecer, fico na esperança de ter minha melhor amiga de volta.

sábado, 2 de maio de 2015

É. Os opostos são famosos por se atraírem. E eu concordo com isso.
Quando sou tristeza, ele é sorriso.
Quando sou descrença, ele é fé.
Quando sou preto, ele é branco.
Mas quando sou fogo..
Ah..
Ele é combustível.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Desabafando mais uma vez..

Há alguns tinhas tenho me sentido incomodada por uma situação, que felizmente não me envolve (diretamente), mas envolve alguém por quem tenho preocupação: uma velha amiga, que ultimamente anda distante.

Na real, acho que ela nem vai ler isso. Mas melhor assim.
Só preciso tirar essa sensação ruim aqui de dentro de mim.

O fato é o seguinte: a menina tem um monte de amigas que tem namorado, são felizes, esquecem ela e blablablá. Aí ela vai numa festinha (não quero ser faladeira, mas) que só vai gente que tá procurando gente pra dar uns pegas (mas confesso que já fui). - Sério cara, você não consegue andar sem que um carinha pegue na sua mão e tente te beijar - mas enfim, águas passadas não movem moinhos (graças a DEUS). Aí ela fica com o carinha, começa de love com ele, nem sabe a procedência e etc. Daí depois de muitos vai-e-vens da vida, atitudes suspeitas e alguns motivos significativos pra partir pra outra, ela ainda insiste nele.

Queria muito ajudá-la porque já passei por isso, e sei o quanto é difícil tomarmos consciência de que "nem tudo que é bom faz bem, e nem tudo o que faz bem é bom", e que eu não desejo NUNCA as coisas e situações que passei. Poxa, somos tão jovens pra sair nessa busca desesperadora pelo amor da vida. Essas coisas não se acham, meio que aparecem, ou melhor: acham a gente. Incrível, mas é verdade. Só que a criaturinha não entende isso de jeito maneira. Só eu sei como foi difícil chegar a conclusão de que eu ficaria melhor afastada dela do que assistindo de camarote seu sofrimento. Mas enfim, eu não posso fazer mais nada, só me resta rezar e escrever.

Mas achei um texto bem legal que TODA mulher deveria ler antes de fazer merda.

"Se um homem quer você, nada pode mantê-lo longe.
Se ele não te quer, nada pode fazê-lo ficar.
Pare de dar desculpas (de arranjar justificativas) para um homem e seu comportamento.
Permita que sua intuição (ou espírito) te proteja das mágoas.
Para de tentar se modificar para uma relação que não tem que acontecer.
Mais devagar é melhor. Nunca dedique sua vida a um homem antes que você encontre o que realmente te faz feliz.
Se uma relação terminar porque o homem não te tratou como você merecia, "foda-se, mande pro inferno, esquece!", vocês não podem "ser amigos". Um amigo não destrataria outro amigo.
Não conserte. Se você sente que ele está te enrolando, provavelmente é porque ele está mesmo. Não continue (a relação) porque você acha que "ela vai melhorar"
Você vai se chatear daqui um ano por continuar a relação quando as coisas ainda não estiverem melhores.
A única pessoa que você pode controlar em uma relação é você mesma.
Evite homens que têm um monte de filhos, e de um monte de mulheres diferentes. Ele não casou com elas quando elas ficaram grávidas, então, porque ele te trataria diferente?
Sempre tenha seu próprio círculo de amizade, separadamente do dele.
Coloque limites no modo como um homem te trata. Se algo te irritar, faça um escândalo.
Nunca deixe um homem saber de tudo. Mais tarde ele usará isso contra você.
Você não pode mudar o comportamento de um homem. A mudança vem de dentro.
Nunca o deixe sentir que ele é mais importante que você... mesmo se ele tiver um maior grau de escolaridade ou um emprego melhor. Não o torne um semi-deus. Ele é um homem, nada além ou aquém disso. Nunca deixe um homem definir quem você é.
Nunca pegue o homem de alguém emprestado.. Se ele traiu alguém com você, ele te trairá.
Um homem vai te tratar do jeito que você permita que ele te trate.
Todos os homens NÃO são cachorros. Você não deve ser a única a fazer tudo... compromisso é uma via de mão dupla. Você precisa de tempo para se cuidar entre as relações. Não há nada precioso quanto viajar. veja as suas questões antes de um novo relacionamento.
Você nunca deve olhar para alguém sentindo que a pessoa irá te completar... uma relação consiste de dois indivíduos completos.. procure alguém que irá te complementar.. não suplementar. Namorar é bacana, mesmo se ele não for o esperado Sr. Correto.
Faça-o sentir falta de você algumas vezes... quando um homem sempre sabe que você está lá, e que você está sempre disponível para ele - ele se acha... Nunca se mude para a casa da mãe dele. Nunca seja cúmplice (co-assine) de um homem. Não se comprometa completamente com um homem que não te dá tudo o que você precisa. Mantenha-o em seu radar, mas conheça outros... Compartilhe isso com outras mulheres e homens (de modo que eles saibam). você fará alguém sorrir, outros repensarem sobre as escolhas, e outras mulheres se prepararem.
Dizem que se gasta um minuto para encontrar alguém especial, uma hora para apreciar esse alguém, um dia para amá-lo e uma vida inteira para esquecê-lo.
O medo de ficar sozinha faz que várias mulheres permaneçam em relações que são abusivas e lesivas. Você deve saber que você é a melhor coisa que pode acontecer para alguém e se um homem te destrata, é ele que vai perder uma coisa boa. Se ele ficou atraído por você à primeira vista, saiba que ele não foi o único. Todos eles estão te olhando, então você tem várias opções.
Faça a escolha certa."

Essa é a minha mensagem de hoje. :)

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

the same feelings;


A verdade é que eu andei por muito tempo sem inspiração alguma.
Palavras soltas me vinham a mente, mas que não estabeleciam conexão com as demais. E isso quase me enlouqueceu. Talvez porque eu não tivesse com quem dividir essa parte tão intensa de mim, e hoje eu tenho.
Escrevi muito por me sentir vazia, só. Por não estar com as pessoas certas. Por não estar com A pessoa certa.
Por mais difícil que tenha sido, eu venci essa guerra contra mim mesma, me curei das feridas por mim mesma e me abri para a felicidade mais profunda que já senti na minha vida.
Sempre dei valor à família, mas hoje ainda mais. Porque vendo a história de amor dos meus pais, tudo o que eles enfrentaram e construíram juntos, a base da verdade e honestidade, é tudo o que quero pra mim. Construir uma família, lutar para dar o melhor em minha profissão, e acima de tudo ser muito feliz.
Minha mãe sempre disse que nunca precisamos de muito para sermos felizes. Até porque, dessa forma, aprendemos a dar valor às coisas mais simples da vida. Conheço gente que tem tudo, mas não tem nada. E gente que não tem nada, mas tem tudo. Tudo de essencial: saúde, paz, uma família unida, amor, amor e amor. Acredito piamente, ontem, hoje e sempre, que o amor é a base de tudo.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Feliz Ano Novo, Adeus Ano Velho;

(Hoje estou afim de falar um pouco de como vem sendo meu dia-a-dia e o que venho sentindo nessas férias. Afinal, Ano Novo, está na hora de inovar meu repertório, apesar de eu AMAR falar de sentimentos. Mas vou confessar que outro dia eu estava MEGA inspirada pra escrever, e um vírus no meu not me impediu de publicar.)

Com a virada do ano, tenho pensado em muitas coisas que vivi e me marcaram, seja de maneira positiva ou negativa. Coisas que quero levar comigo pra sempre, e coisas que pretendo esquecer. Histórias para por um ponto final e novos capítulos que estão para ser escritos. Enfim, férias se resume abundância de tempo pra pensar na vida, e comigo não está sendo diferente.
Não me arrependo de nada do que fiz, mas me arrependo de ter feito algumas coisas, ou por não ter feito algumas coisas de forma diferente.
Meu Natal foi muito bom, nada como estar em família para revigorar as energias, e o Revéillon nem se fala. São os pequenos e simples momentos que fazem a vida valer a pena, não é?
Enfim, passado tudo isso, com a rotina "quase" voltando ao normal, as coisas vão acontecendo. E o que eu vou dizer agora é algo que quero dividir, uma experiência muito intrigante e diferente que tive, e que, independente de qual religião sigo, qual Deus eu venero, eu acredito e MUITO.
Essa semana, um casal vindo da Argentina, amigos do namorado da minha sogra (ufa! muita informação, posso continuar?) vieram passar alguns dias de férias. Está sendo bem legal, pois temos aproveitado bastante a praia e alguns lugares que não costumamos ir com frequência. E ontem a noite, Lía, nossa amiga hermana, revelou que jogava tarot e nos abriu as cartas. Fiquei impressionada com a exatidão de cada palavra que ela proferia, o que me emocionou e me pôs em lágrimas em poucos instantes. Coisas sobre meus sentimentos, minha família, faculdade e entorno, e algo que me chocou: o momento em que ela perguntou sobre um tio ou ente querido que já havia partido há alguns anos, e começou a listar suas características físicas. Antes disso, a primeira pessoa que veio na minha cabeça foi Blayr, um amigo do meu pai, meu amigo também, que veio do Rio de Janeiro com o filho, morou uns 7 anos na minha cidade e foi para o Uruguay, mas lá ele acabou nos surpreendendo com sua partida prematura, sem ao menos nos dar a chance de dizer um tchau. Enfim, ela disse que ele é meu anjo da guarda e estava ao meu lado naquele momento, e que sempre esteve antes, algo que me emocionou profundamente.

Para algumas pessoas isso pode ser besteira, mas não sei explicar qual foi a força que me fez chorar feito uma criança. E pude assim entender muitas coisas que eu nunca havia compreendido

E dormir uma noite de sono com a cabeça leve e o coração acalentado.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Desabafo profundo;

Hoje resolvi abrir uma exceção: quero desabafar mesmo.

Natal, espírito natalino,  tempo de reflexão. Tudo isso me faz repensar valores e escolhas que fiz, mas hoje não vou falar de amor de namorado, hoje refleti muito sobre amor de amigo. Há 3 anos eu ingressava na vida acadêmica,  com um novo ritmo, cobrança diferenciada e novas pessoas. Dentre as 49 novas pessoas que passaram a conviver diariamente comigo, percebi afinidades em especial com 2 pessoas. Não sei se por enfrentarem a mesma batalha diária que eu, de vir de outra cidade todo o santo dia ou seja lá pelo quê.  Mas enfim, conviver, com qualquer um, é uma arte. E só o tempo mesmo que revela a verdadeira personalidade das pessoas por detrás de uma carinha bonita. Todos tem suas diferenças,  suas limitações,  e tudo isso, como outros fatores e detalhes devem ser respeitados. A partir do momento que, imprudentemente, se cruza essa linha, esvai-se toda a boa imagem construída com o passar dos dias, e resta somente a ilusão de um alguém que você achava que conhecia. Aí então começa-se a reparar nos detalhes despercebidos ou antes ignorados na tentativa de não se decepcionar com alguém. E nota como você foi estúpido em confiar em alguém tão baixo a ponto de buscar tirar vantagem da inocência de sua bondade, com um sorriso amarelo no rosto. Sim, isso aconteceu comigo. E a pessoa que eu não queria magoar, que "caiu de paraquedas" na intriga,  eu magoei e afastei de mim, e ainda sofro por não ter mais seu sincero afeto. Mas as pessoas fazem escolhas,  e essa pessoa escolheu acreditar na mesma ilusão que eu tinha criado para mim, e me tirar como traidora. Mas o mundo gira, e a verdade sempre vem. Apesar de isso me incomodar muito, já me alivia escrever aqui.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

love, love and love;

Depois de descobrir o que é o verdadeiro amor, vivê-lo em sua essência, vivê-lo de sua essência, é que se encontra entendimento pra todas as outras coisas, até então, sem explicação na vida. É tão lindo reviver na memória cada momento, cada reencontro, cada beijo, cada palavra...
O terno cafuné que bagunça o cabelo, as maldosas cócegas que fazem chorar de tanto rir, os doces beijos no pescoço que causam arrepio. Lembrar com ternura os lugares em que já estivemos juntos, as surpresas lindas que ele já me fez, é tanta coisa, e ao mesmo tempo tão pouco, frente ao que ainda temos pra viver...

Pareço uma boba...
Tá.
Sim, eu sou uma boba, rs.

Sei que às vezes meu zelo se torna chato, mas é puro amor. Sei que as vezes, fico brava e faço birra, mas é puro amor. Sei ainda que depois de meia hora sem falar contigo, vou rir da tua primeira piada e depois me dar conta de que (oh!) eu estava brava. Porque no fim, tudo gira em torno do amor.
Sou uma louca apaixonada, não nego, e vivo um amor mais forte e mais lindo do que eu sonhava!

terça-feira, 16 de julho de 2013

Amar, amar e amar...



Quando eu te pedir pra me abraçar, me abraça. Sem discussões, sem questionamentos. O mesmo serve para quando eu te disser que te quero aqui. Posso não ter motivo algum, ou nenhum plausível e/ou justificável, mas quando eu disser, vem...

"Vem depressa, não demora...
O lugar é aqui, o momento é agora
Quero viver desse amor
Que cheira a jasmim,
Me embriagar nesse mar sem fim.

Oh, coração!
Como suportas tanta paixão?
Talvez esta seja tua fonte de energia
Que acalenta até mesmo na noite mais fria...

Amar, amar e amar...
Quem sabe seja este o laço
Que veio o teu coração no meu atar?"

Fiz com muito carinho pro amor da minha vida...




quarta-feira, 29 de maio de 2013

Falar de amor...

Gosto muito de falar sobre amor nos meus textos, porque acredito que amor é um sentimento muito subjetivo. Cada um sente de uma forma, com uma intensidade diferente. Mas a duração do amor verdadeiro, seja de irmão, pai, mãe, de alma gêmea... Ah... Esse transcende o espaço-tempo!
Eu descobri o que é amar de verdade quando passei a dar mais importância (não digo importância na essência da palavra, de tornar irrelevante o restante), mas de prestar mais atenção nas coisas minuciosamente, nos detalhes ao invés de ficar hipnotizada com o todo. Porque o todo é nada mais, nada menos, que a construção detalhe a detalhe. E cada um faz a sua diferença, individualmente.
Não há como expressar tamanho crescimento de personalidade, como mulher, como pessoa, enfim, quando encontrei meu verdadeiro amor. Depois de tantas "paixonites" passageiras, choros bobos, tudo tão superficial... E a gente nem nota né. Cada esbarrada na parede era uma semana usando base pra esconder as olheiras. Fase. Coisas da "aborrecência".
Mas confesso que não deixei se perder minha essência. Minha essência de carinho, de pureza, de verdade, de menina, de doar-me com defeitos e qualidades, aprimorados e/ou suavizados com a vivência e com as experiências. Ainda confesso que meus dias grizes, sim, se foram. Ele é o responsável por trazer cor aos meus amanheceres. Trouxe de volta ainda o brilho das estrelas que sumiram e tornaram minhas noites mais escuras. Ele faz com que eu me sinta a mais linda do mundo, mesmo que eu insista que meu nariz é torto e que meu "pânceps" tá fora de forma. Ele acha lindo o meu cabelo bagunçado somado a minha cara amassada e aquele bafinho típico de quem acordou, por 'supuesto', uma noite muito bem dormida, mas mesmo assim ele acha tudo lindo. ISSO é amor. São desses detalhes que estou falando. E dele eu digo (e rasgo seda) do mesmo.
Sou extremamente, loucamente e insanamente apaixonada pelo jeito que ele me olha quando quero chamar a atenção, seja me fazendo de boba ou falando uma besteirinha inocentemente proposital. Pelo jeitinho dele quando tenta (e consegue) me irritar e no fim das contas sussurra no meu ouvido que sou o mundo dele. De antes de dormirmos, ele cochichar baixinho pra eu abraçá-lo, caso contrário ele não dorme. Quando ele larga tudo só porque quero um beijo. O jeito que ele fala "entendeu?" quando tá sério e me explicando alguma coisa. Digo e repito: ISSO é amor. Porque amor de verdade, a gente ama pela essência. Quando aceitamos o outro em sua forma mais imperfeita, mas que juntos, nos leva a perfeição.
E sim, a culpa é toda dele, por me ensinar todas essas coisas a cada dia de convivência e relacionamento juntos.

Sim, falo muito em primeira pessoa porque sempre gostei de relatar minhas experiências e dividir aprendizados positivos ou negativos.

Aloha! :)

quinta-feira, 28 de março de 2013

Tears for fears;

 

0950 - FRASES - AMOR - CHARLIE BROWN JR - CAPAS PARA FACEBOOK

É engraçado como ando chorona... Mas não por qualquer coisa, tipo, um dedo cortado na lata de leite condensado ou um calo no mindinho do pé após horas em cima de um salto 15. São olhares, toques e palavras capazes de mexer com meus sentidos, me calar e fazer com que meus olhos transbordem em questão de segundos. Esteja eu na TPM ou muito longe dela.

Aí depois dessa cena tola, ele abre aquele sorriso brilhante, digno de comercial de TV e diz: “chorona!”. Eu fico sem graça, mas logo já sou cativada por seus traços angelicais e sorrio também, e sou contemplada com o beijo mais doce que já provei na minha vida.

E a essa hora da noite (como se fosse normal) estou eu pensando...

Já liguei pra dizer um “boa noite, eu te amo”, contando as horas para que esse bendito feriado chegue de uma vez, e sozinha no silêncio da escuridão, não consigo esquecer sua expressão ao relembrarmos juntos os primórdio do nosso amor. As primeiras palavras, os primeiros pensamentos, os primeiros lugares onde estivemos juntos. E fico pensando: se é tudo tão bom, tão mágico, tão maravilhoso, porque meus olhos se enchem? E a resposta sempre foi tão óbvia...

Não esperava e nem nunca imaginei ser agraciada com um amor tão puro em sua forma imperfeita, simples e desmedida, onde juntos somos a perfeição e tudo o que há de mais sincero. É tão inexplicável a sensação de ouvir um “eu te amo” inesperado, ser surpreendida com um beijo roubado, não precisar reprimir nenhuma forma de sentimento, e assim compartilhar 100% do que se passa no meu louco mundinho, não ter medo nem empecilhos para ser eu mesma de corpo e alma, com todos os meus defeitos e qualidades, mesmo ele insistindo que sou perfeita pra ele e que era amor muito antes de ele anunciar por meio daqueles lindos lábios circundados por aquela barba rala que eu lhe peço que deixe só por achar muuuuito sexy.

Eu choro de alegria, de emoção, por ter tanta felicidade dentro do meu peito, choro de uma gratidão sem precedentes no meu coração, a qual nunca fui grata a nada dessa forma, nem mesmo a minha vida, mas sim a dele em conjunto com a minha.

É um choro feliz, são lágrimas com o doce sabor de um amor plenamente correspondido

Não somos metades, agora somos um. ∞

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Thoughts;

Acho que enfim, agora posso entender o porquê de tantas postagens que sempre fiz rsrs. Tendo visto que de uns tempos pra cá nem tenho dado mais as caras, e não foi falta de oportunidade não. Não deixei de canalizar meus sentimentos nas palavras. Só deixei de transcrevê-las por não haver mais necessidade. Quando mergulhamos em um relacionamento, tornamos-nos um só, e compartilhamos tudo com a pessoa ao nosso lado. Simplesmente, tenho alguém pra me abrir, dizer o quanto o amo e como sou feliz por tê-lo encontrado e por estar ao seu lado, pra lhe dizer o que me agrada e me desagrada, me mimar, algo que antes ecoavam com minhas frases e preces e desabafos, e ficavam ali, tão sós.

~Sei lá, só fiquei com vontade de dizer isso.~
~É, tô sentindo de novo como é bom escrever, e como isso me fez falta!~

Isso é tão... eu!
Prometo que volto mais vezes! :)

My feelings show...



Como definir a sensação que causa um toque, o que se sente ao amar e ser amada em mesma intensidade, talvez até mais... A chance que lhe é atribuída de se dividir a vida com um outro alguém que me fez aprender que não estou dividindo minha vida, estou compartilhando-a e apenas completando-a, ou melhor, transbordando-a. Sempre fui completa por mim mesma, e tanto busquei alguém que me transbordasse até que enfim, embaixo do meu nariz, quando cessei minha busca frenética eu o encontrei.

Alguém que me ensinou a dizer "eu te amo", e não da boca pra fora, mas do fundo do coração.
Alguém que me oferece carinho e amor sinceros 24h por dia.
Alguém pra ficar suspirando deitada, olhado pro teto e pensando: "como eu queria que ele estivesse aqui..."
Alguém pra planejar, sonhar, viver, cuidar... Tantos verbos relacionados a sentimentos que me enchem os olhos de alegria e que gritam dentro de mim, querendo estourar minhas cordas vocais berrando pro resto do mundo que encontrei o pedacinho de mim que faltava...
Um alguém que me liga só pra dizer o quanto me ama e como está com saudade do meu cheiro, mesmo que tenha caído de sono nos meus braços, e mesmo eu tendo que deixá-lo.
Alguém que me conquistou com um sorriso reluzente, olhos tão claros e puros que transparecem sua alma. Rosto de traços tão finos e delicados. Um coração gigante e que eu percebo ser maior a cada dia que estou do seu lado.

É paixão demais da conta? Que seja, quero morrer de amores, e nascer para amá-lo de novo, matar a saudade com uma abraço apertado e um beijo com urgência, todos os dias, lembrá-lo o quanto o amo, formar uma família linda e junto com ele criar nossos filhos, viajar, viver, porque ser feliz eu já sou, ele me faz, ele me completa...

As sensações desabrocham como as rosas do jardim, e as palavras vem tão rápido à minha mente que foi inevitável deixá-lo tão lindo, tão desprotegido, ali, dormindo como o anjo que é, e vir aqui correndo pra mais um desabafo.

Ah, como é bom amar!

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Manifesto de Amor

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Como a onda que quebra no mar
E me força a nadar
Se caso me afogar
Me faltará o ar
Venha me encontrar
Preciso me salvar.
Se me afogo
De água salgada me embriago
É o preço que pago
Tal como amar.

Tenho sede de viver
Um amor profundo,
Delírio de outro mundo
Esse sentimento moribundo
Capaz de ofuscar meu pensamentos
Revogar meus juramentos
E transformá-los em lamentos.

Meu âmago clama
Por aquela brasa
Pra manter a chama
Labareda inquieta, tão rasa
Sem drama.
Uma singela demonstração
Mas que venha do coração
E contrarie a razão.
E que seja simples
Uma palavra à toa,
Na boa,
Mas que soa como amor…

(e grata a Deus sou todos os dias por ter me dado o dom de ser hábil e expressiva com as palavras.)

Ouvindo: Contatos – Lulu Santos.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Vôo livre;

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Ter coragem de olhar pra trás e admitir que os sacrifícios valeram e valem sim a pena não é pra qualquer um, bem como reconhecer as próprias falhas e trabalhar sobre elas a fim de melhorar cada vez mais, para si e para os outros.

‘A turbulência já passou’, grita o capitão cérebro, ‘agora é hora de preparar para o pouso’. Por um momento, meu coração, que tinha passado a voar sem destino, entrou em colapso e declarou queda livre. Mas nem por isso o capitão da minha existência, meu cérebro, cogitou desistir do que alguns chamam de insanidade (pra mim, consciência). No fundo eu sempre soube que uma hora o tão esperado retorno seria a mim destinado. E foi assim que, por muitas vezes, e metaforicamente, meu coração encontrou-se confuso nos últimos meses. Mas como outras situações, nada melhor que o próprio tempo pra acertar naturalmente o curso das coisas. Vagarosamente, meu coração reduz a velocidade, e pousa, roda ante roda, na pista de uma nova paixão…

~Aceitemos: não importa quão tortos foram desenhados os nosso caminhos, eles foram feitos para se encontrar, sejam eles perfeitos ou não: admitamos que é inevitável. Fomos rendidos pelo destino, eu e meu coração.~

Ouvindo: Never Gonna be Alone – Nickelback.

domingo, 22 de abril de 2012

Aviso aos navegantes…

PERFEI~1Aqui ó. Pra massa de mal amados que anda assombrando a face da Terra, estão aqui minhas palavras: parem de queixar-se da vida! Ela lhe oferece as opções, você simplesmente está onde está por reflexo de suas escolhas, não porque a vida é uma porcaria. Isso se chama ingratidão. Pra mim, um dos sentimentos de maior fraqueza que podem ser expressador por alguém. Ignorante aquele que tudo tem, dentro de suas possibilidades, mas nunca está contente, porque tudo nunca lhe é suficiente. Quanta gente que tem câncer, que passa fome, que mora num barraquinho simplinho correndo o risco de ser soterrado com a primeira chuva que der, que tem problemas mentais, psicológicos ou físicos, e vive tão bem e feliz sua vida, sem tirar o sorriso do rosto, enquanto você que tem todos os membros no lugar, cabeça, cérebro, dentro da “perfeição” que lhe é possível, e está aí reclamando. Aprenda: você está vivenciando nada mais nada menos do que as consequências de suas decisões. A gente colhe o que planta. Então se quer buscar entender o porque do seu sofrimento, sua fossa, ou seu fundo de poço, ou seja lá o que for que o tenha feito descrer na beleza da vida, tente se lembrar de como e quais foram suas atitudes em relação a tal, ao invés de ficar perdendo tempo remoendo o passado. O passado não volta, tudo está escrito, desenhado, feito permanentemente, e não adianta querer vir com corretivo porque não resolve, só camufla. Mude o seu presente se buscas um futuro melhor, caso contrário, irá de mal a pior, já dizia Murphy.

- Ouvindo: Alcohol – Brad Paisley.

Transcedendo o espaço-tempo;

Às vezes me pego em viagens mentais onde me teletrasporto pra um lugar tão tão distante, em meio a minha fuga de pensamentos, que enfim me encontro em um mundo que é só meu. Onde não existe nada nem ninguém pra negar meu potencial. Pra atirar lama na minha força de vontade. Pra colocar uma pedra em cima de todos os meus sonhos e perspectivas. Se tiver algo que vai me puxar pra baixo, só a força da gravidade, e essa eu deixo, é essencial pra me fazer manter os pés no chão. Onde tudo é paz, onde me desligo dos problemas, e só tenho contato com coisas boas, lembranças boas, sentimentos bons, pessoas boas. É uma forma meio louca de viver, mas que tem dado muito certo. Em meio a essa sociedade hipócrita, de gente fútil, sem conteúdo e vulgar, nada melhor do que, volta e meia, tirar um tempo pra si. Tempo esse necessário para rever seus valores, crenças e memórias. O mundo de hoje me dá medo. Medo de confiar nas pessoas, medo de acordar, medo de ser quem eu sou. Sim, eu sou quem eu quero ser, não quem vão dizer que eu devo ou não ser, formatada de acordo com padrões estéticos e culturais de uma montanha de LIXO. Todos um dia vamos partir dessa pra melhor, e você acha que vou ficar desperdiçando meu tempo tentando ser quem eu não sou? Dá um tempo, né. Eu quero mais é viver, fazer o que dá na telha, pintar a vida com minhas próprias cores. Se você quer ser mais um robozinho, que vive mecanizado tal como o que a tv e a imprensa pregam, boa sorte com sua vida preta-e-branca. Eu quero ser feliz, custe o que custar, leve o tempo que levar. Pelo menos assim não vou olhar pra trás e reconhecer que joguei minha vida pro alto pra tentar me vestir, ser e ter como todos os outros, mas sim que lutei uma vida toda pra tentar ser diferente, à minha maneira, sem vergonha e tendo sido muito, mas muito feliz.
Agora entende meu medo de confiar nas pessoas? Como confiar em alguém que trocou sua essência de pureza por valores tão duradouros quanto o papel higiênico do meu banheiro? Como acordar feliz, sabendo que vou ter que durante o meu dia vou ter que suportar e lidar com pessoas tão falsas quanto uma nota de R$3? Assistir tantos miseráveis passarem fome enquanto os vermes de verdade estão no planalto sugando o pouco que tantos suam pra conseguir? Que o homem está degradando a natureza, CONSCIENTEMENTE, e nem sei se meus filhos vão desfrutar do que desfrutei e ainda desfruto hoje? Como vou ser quem eu sou, sendo alvo de críticas no que faço, no que não faço, no que digo, no que deixo de dizer, no que visto, no que como, no que penso, no que não penso? A resposta dessas questões é que, apesar do medo, não posso deixar de encontrar forças para enfrentá-las, e buscar uma solução. Sim, vibre: ainda há esperança. Ainda existem pessoas que se pode confiar, que te serão verdadeiras até mesmo num sorriso. Ainda existem pessoas que lutam para o fim da vergonha que é o governo do nosso país, pela preservação do nosso planeta, pra transformação da qualidade de vida de uma nação. E o mais importante, apesar do medo de deixar aflorar em mim a minha essência, essa é uma característica que não inibo no meu ser. Dane-se o que vão pensar, vou ser verdade sempre, doa a quem doer, e seja o que e quando for. Minha essência não muda, e não mudou, passe o tempo que passar, que entrem e saiam pessoas da minha vida e que eu viva diferentes situações. Minha essência não mudou. O que mudou foi a forma que encaro esses pedregulhos na minha caminhada.

Sobre o Tempo;

O tempo. Aquele mesmo tempo que já me torturou, já me reabriu chagas, já me feriu, já me traiu, já me derrubou, me fez perder a fé e condenou, foi o mesmo tempo que me curou, que me ensinou a ter paciência, a recuperar a crença na fé que outrora perdi, me ensinou a não ter pressa, com a simples justificativa de que pra tudo na vida existe seu tempo correto. Pude e posso vivenciar suas duas faces, e aprender com um passo de cada vez, sem mais decisões precipitadas e impulsivas, vivendo cada dia como o único que ele é, buscando felicidade nos gestos mais simples, e à espera do que me está guardado.
Eu não desisto do que eu quero, mas não me desespero. Com o tempo, aprendi que esperar é uma arte que poucos dominam. Ganhei muitas vantagens mudando assim. O principal: paz de espírito e equilíbrio. Sim, insisti naquela mesma tecla que todos me gritaram, xingaram e condenaram por ser torta, mas o fiz por seguir meu coração, que tanto me traiu, mas no qual nunca deixei de acreditar. Porque acima de tudo, não perdi meu amor-próprio pelo caminho, e tenho muito orgulho disso. Sou a mesma de antigamente, quem sabe com uns kilinhos a mais e um pouco mais de juízo na cabeça, mas com o mesmo coração mole e frágil de antes. O tempo me tornou menos impulsiva e mais racional, menos impaciente e mais tolerante, menos impressionável e mais impressionante. E depois reclamam das minhas mudanças. O tempo muda a todos. O tempo me mudou, pra melhor, e eu agradeço a ele. Só não vá morder a língua quando você também perceber o quanto mudou.

Ok, agora vou dar uma devaneada bonita...
Já dizia um ditado que "a pressa é inimiga da perfeição". Aprendi a não ter pressa, não pra atingir a perfeição, pois nada nem ninguém, nem mesmo se quiser, vai chegar um dia a tal, mas quero alcançar o mais próximo possível disso. Então optei por deixar a pressa pra trás, e o tempo me leva sempre cada vez mais perto da perfeição. Já busquei outras tantas vezes essa tal perfeição, mas com as expedições fracassadas, descobri que ela, de fato, existe só na minha mente, e não adianta me contrariarem, porque na minha mente mando eu. A perfeição de um momento que ficou em minha memória, a perfeição de um beijo que foi suficiente para me tirar o fôlego, a perfeição de um abraço que, por um momento, tornou-se o meu mundo, a perfeição de uma palavra que soou musical aos meus ouvidos, a perfeição de um sentimento tão imperfeito e, que ainda busco definição.

Ouvindo: She's Everything - Brad Paisley.