Tempo, tempo, tempo...
Só esse pra me fazer pensar. Depois de um longo tempo com meus amigos, rindo, bebendo e curtindo a vida, lá vem aquela sagrada hora de pensar e refletir sobre a vida. E lá venho eu refletir sobre o que? O maldito ano que se passou. Tantas coisas aconteceram, tantas experiências, acredito eu necessárias pra que eu evoluísse de uma tal maneira que não imaginei evoluir tão rapidamente. Ainda não compreendo e aceito a minha capacidade tão fútil de me equivocar tão facilmente. Tantos erros que poderiam ser evitados, meu destino que poderia ser afetado em diferentes estradas, ainda não consigo aceitar isso, apesar de tanto tempo ter passado. As vezes não era a hora certa de ter acontecido, ainda acredito que preciso de um tempo pra mim mesma.
Errar é sinônimo de infantilidade? Acredito total e plenamente no contrário, significa que estou pagando pra ver, buscando acreditar e pagar na prática, pagando pra ver sem esperar nada em troca e acredito nisso. Ainda acredito que posso ser feliz sem esperar nada em troca de qualquer um outro.
Ouvindo: Meu Coração Pede Carona - João Neto e Frederico.
Não sou uma mulher simples. Na maior parte do tempo, nem eu mesma me entendo. Expresso-me na busca dessa compreensão, porém quando eu falo não há ordem, nexo, coerência, sentido. Por isso calo. Por isso escrevo. Porque ao derramar as palavras no papel, é como se o papel fosse a terra fértil e minhas palavras, pequenos brotos, e é dessa forma que busco ordenar tudo aquilo que se passa em minha mente e em meu coração. Logo, é aí que encontro a paz que eu tanto procuro.
sábado, 7 de janeiro de 2012
domingo, 9 de outubro de 2011
Quando Clarice fala por mim...

Incrível como quando a minha felicidade transborda para além da essência do meu ser, da minha alma, não encontro palavras que consigam defini-la. Mas estou certa de que me ela faz bem, bem mais do que qualquer outra coisa faz ou já fez algum dia. Cada gesto, cada palavra, cada toque... Me enxem com uma profunda paz que ultrapassa os limites do meu âmago e apaziguam os que estão ao meu redor também... É tão perceptível.
Hoje sou grata a Deus por ter me feito enfrentar meus medos, por ter superado as decepções e por ter reagido e mudado diante das circunstâncias, porque só assim aprendi a valorizar o que realmente tenho em mãos.
A felicidade é tanta que não encontro forma de verbalizá-la. Prefiro senti-la, e guardar pra mim cada pedacinho, cada momento, porque assim ela se eternizará.
"Já escondi um amor com medo de perdê-lo, já perdi um amor por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!"
Ouvindo: This Love Affair - The Outfield.
domingo, 2 de outubro de 2011
VIver.

Viver, viver e viver. Essa é a lei que impera na minha vida nos dias de hoje.
Viver o hoje como se não houvesse o amanhã;
Viver sem ressentimentos;
Viver sem culpa;
Viver sem se arrepender;
Viver sem medo de ser feliz;
Viver sem medo de arriscar;
Viver sem medo de errar;
Viver sem amarguras;
Viver sem regras;
Viver pra amar;
Viver pra ser amada;
Viver para sentir;
Viver para ser.
Viver, viver e viver.
Pra que me preocupar com o amanhã, se eu tenho o hoje pra fazer fazer a diferença?
Amanhã não posso fazer nada por hoje, e hoje não posso fazer nada por ontem.
Porque viver não tem explicação. Não tem volta.
Não vou viver puramente por comodidade. Vou viver porque tenho meus objetivos, mas tenho minhas objeções. Tenho muito o que aprender. Tenho muito o que ensinar. Tenho muito o que viver.
Viver. Viver sem a vergonha de ser feliz, sem nunca deixar a inocência de ser um eterno aprendiz em simplesmente viver.
Ouvindo: Wonderwall - Oasis.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
feelings.

Hoje, apesar de sonolenta, reparei ao acordar algo que, de tão rotineiro que se tornou o meu caminhar do dia-a-dia, eu enxergava mas não via: a arvorezinha, plantada em frente à minha casa há uns 6 anos, agora está trocando suas folhas. É a primavera gritando que se aproxima. E em cima desse fato, crio mais uma dessas minhas metáforas acerca da minha vida. Assim como aquela frágil arvorezinha perde suas folhas secas e sem vida, permanece interte por um longo tempo ali, embaixo de sol e chuva intermitentes, comparo-a a mim mesma. Estamos na reta final do ano, e fazendo um retrospecto de tudo o que vivi esse ano, me dou conta de como evolui... Floresci. Sequei. E o vento levou as minhas folhas velhas e sem vida, e agora estou florecendo novamente.
Acredito piamente no pensamento de que há males que vem pra bem. Tenho bons e concretos motivos pra não duvidar. Acredito que somos sujeitados à sofrer para que, quando a grande felicidade chegar, saibamos valorizá-la da forma mais pura e simples possível. Meti o pé na jaca, paguei pelos meus erros, e com eles aprendi e reaprendi sobre a vida. Acredito que nunca cresci tanto em um breve período de tempo quanto neste que recém se passou. E sinto-me plenamente gratificada por ter reunido forças e permanecido firme e forte nos meus ideias.
É mais um ciclo que se fecha. E mais um ciclo que se inicia.
Novas folhas, novos ventos, novos aromas de uma nova flor que brota no meu coração...
Ouvindo: Amar é... - Roupa Nova.
discordâncias.

Me frustro ao ouvir de outros seres, não julgo irracionais, mas extremamente ignorantes, que afirmam que "o homem não é uma espécie monogâmica". Tudo bem que eu seria hipócrita em negar a existência da necessidade carnal, mas eu ainda acredito na pureza do amor, mesmo já tendo mil e um motivos pra duvidar. Quem ama vê todas as suas necessidades supridas na figura do ser amado, aquele que é o centro de seu mundinho particular. Quem ama se doa sem esperar nada em troca. Quem ama de verdade aceita o próximo do jeitinho que ele veio ao mundo, com todos os seus defeitos, já que ninguém é perfeito, mas sempre saberá ou aprenderá à valorizar suas melhores qualidades. Quem ama, dá valor, de todas as formas que sejam possíveis. Quem ama não trai, sejá lá qual for a forma de traição. Aliás, porquê trairia? A não ser que esteja buscando algo que seu companheiro não lhe oferece, e ai que percebo uma baita falta de sintonia entre os dois seres.
Acredito que quando dois seres unem-se, é por possuírem objetivos em comum, almejarem os mesmo sonhos, e pela força do amor, consigam conquistar o que desejam. Se esse laço é rompido, perde-se a confiança, o verniz essencial pra que esse laço permaneça firme, e aí esvairão-se todos os sonhos, os objetivos se desviarão, e não há mais sentido permanecerem lado a lado, se a vida torna-se um cabo-de-guerra, cada um querendo forçar pro seu lado.
E é esse o xis da questão. Uma coisa leva à outra. Considere esse laço rompido como uma traição. Se o outro trai, é porque não soube respeitar seu sentimento, aquele que você entregou com pureza do fundo do seu coração. Dói sim, eu sei como dói. Dói mais pela frustração de depositar suas expectativas, seu tempo e sua energia em alguém que atirou tudo pro ar do que pela traição propriamente dita. Além do que, durante esse tempo ter permanecido de portas fechadas, podendo ter deixado passar realmente quem valesse à pena.
Hoje, depois das experiências ruins que vivi, aprendi a valorizar as pessoas boas que Deus coloca no meu caminho. E assim quero ensinar a outras pessoas, que assim como eu, carregam, carregaram ou vão carregar esse sentimento ruim, já que ninguém sabe do dia de amanhã. Decepção não mata, ensina a viver, fato consumado.
Ouvindo: Começo, Meio e Fim - Roupa Nova.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
metáforas...
Hoje cheguei a uma conclusão tão óbvia, que não consigo admitir pra mim mesma que não me dei conta disso antes, e nem entendo o porquê da minha falta de senso.
Assim como meu corpo confunde as sensações de sede e fome, meu cérebro também confunde as sensações de paixão e amor. E não adianta. Nem que queiram virar o mundo ao avesso pra me convencer de que são a mesma coisa, será em vão, pura perda de tempo. Isso, para mim, é como querer equiparar água e vinho: é algo visivelmente nítido.
Paixão é como fogo que queima em forma de desejo, de forma imprevisível, incontrolável. Despertada de dois olhares que se cruzam, dois corpos que se tocam. Pele na pele, adrenalina no sangue, beijos incendiantes. É algo extremamente momentâneo, tão instável, tão superficial. Quando acaba, acaba, nenhuma fagulha é suficiente para reacendê-lo como era à princípio.
O amor não é assim. Aprendi a enxergá-lo como uma sementinha que se planta, e a medida que você cuida dela ou não, colhe seus frutos, sejam eles doces ou amargos. Vejamos, é uma metáfora muito simples de ser compreendida. A cada dia ele se desenvolve, etapa a etapa. Primeiro a raiz, que vai garantir sua fixação na terra. Depois o tronco, que será o alicerce do todo. Aí então vem os galhos, as folhas e os frutos.
Essa é a garantia de que pode vir a tempestade e os ventos, que não o levarão para longe, diferentemente da primeira: o fogo não queima sem oxigênio.
Já me senti cega de paixão, não uma nem duas vezes, é o que ficaram foram só lembranças de algo que foi mal vivido. Mas hoje, cresci e amadureci. Meu coração busca a sementinha ideal para ser plantada, e assim me possibilitar colher os frutos de um grande amor. Alguém que me olhe nos olhos, e não precise ouvir nenhuma palavra da minha boca. Que pegue na minha mão e me diga que vai ficar tudo bem. Que se meus olhos marejarem, simplesmente me abrace. Que me aceite como sou, imperfeita e cheia de defeitos. Mas que saiba reconhecer minhas melhores qualidades.
Sei que não vivi o suficiente para tanto, mas condiciono minha paciência para esperar o tempo que for preciso, pois sei que valerá a pena. Bem... Sonhar é bom e é de graça. Mas são as minhas atitudes que vão possibilitar que se concretize ou não.
Ouvindo: Coração Pirata - Roupa Nova.
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
efêmero.

E ao som de Nenhum de Nós, me vem tantas lembranças, tantos momentos da minha vida. Desde minha infância, até minha adolescência, meu primeiro amor e minha primeira decepção. Frustrações, alegrias, conquistas... E não posso deixar de concluir que, no fim das contas, tudo converge pra um mesmo ponto. Passado, presente e futuro. À medida que o mundo gira, por si só ele acerta os ponteiros do relógio da vida, é o curso natural. Caminhos que se cruzam novamente. Destino? Já não sei se acredito mais. Acho que as porradas que levei da vida serviram pra alguma coisa... Pra quem sabe mudar as minhas crenças, pra ampliar meus ideais...
Não sei mais o que sinto. É um misto de tudo, é uma confusão. A única coisa que sei discernir, que essa miscelânea de coisas não ofusca, cega ou apaga são o certo e o errado. Errar dói. Doeu. Passou. Curou. Não quero errar novamente, não quero abrir a chaga que ficou. E não vou. Pode ter certeza.
Juro que eu daria um cruzado em quem abrisse a boca pra ousar me dizer que a vida não ensina. Tá aí. Eu sou a prova viva. Antes de me julgar, procure saber pelo que passei. Pode ser supérfluo pra você, mas troque de lugar comigo. Sentir o que sentir. Sentir como me senti. Vai dizer o quê? Que não tenho nem 18 anos ainda? E daí?
Ouvindo: Eu Não Entendo - Nenhum de Nós.
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